Música para Macho #10: Supersuckers

Quando alguém diz que o Rock and Roll morreu, é porque não conhece o Supersuckers. Vindos do deserto do Arizona, a banda, que inicialmente faria algo parecido com heavy metal, resolveu aceitar suas influências e misturaram Rock and Roll com a música sulista dos USA. O resultado é um Rock muito competente e que pode ser digerido acompanhando um barril de cerveja e torresmos.

Eddie Spaghetti, é o cara que toca essa banda louca pra frente. Com uma linha de guitarras rápidas e sem firulas, a banda faz aquilo que se deve fazer e como se deve fazer. Pouca frescura, poucas viagens, poucas invenções e letras que falam de estrada, bebida, loucuras e mulheres. Pra não te deixar perdido, o som é nos moldes do Hellacopters (ah, você taambém não conhece? Melhor se informar).

Esta é uma banda que certamente você jamais escutará no rádio, jamais verá um CD deles nas prateleiras do supermercado (quiçá das lojas especializadas), mas, se ouvir, vai se perguntar do porquê o sucesso deles não vingar. Pelo menos é o que eu questiono.

Existem rumores da banda fazer apresentações no Brasil em novembro. Mais precisamente dias 27 e 28 em São Paulo e Goiânia respectivamente. Se você estiver de bobeira, vá. Valerá a pena.

Se você quiser conhecer um pouco mais sobre a banda, recomendo começar ouvindo o The Sacrilicious Sounds of the Supersuckers , de 95. Outros álbuns muito legais da banda são The Evil Powers of Rock ‘n’ Roll e Motherfuckers Be Trippin’.

Como aperitivo, fica ai um clipe de uma das músicas mais legais da banda: Rock-N-Roll Records (Ain’t Sellin’ This Year) – já sabem, fica ai até a gravadora tirar do ar, ok?

É isso ai, se isso não é um belo Rock and Roll, não sei o que é!

Post originalmente escrito para o Planetwide-Suicide

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O Rock Viril

O Sepultura em sua época mais viril

O Sepultura em sua época mais viril

Tenho o azar de morar longe do trabalho. Bem longe, aliás. São 10 conduções por dia, 4h balançando em trem, ônibus e metrô, de segunda a sexta-feira. Como eu sou um cara bem chato, fico reparando nas pessoas em volta.

Fico até impressionado com o rumo que a juventude está tomando. Sei que pareço um chato falando isso (e sou!), mas o que acontece com essa molecada de hoje em dia? Eu cresci ouvindo bandas brasileiras. Ouvia Raimundos, Ira!, Sepultura, Ultraje a Rigor e Titãs. Algumas dessas bandas estavam em plena decadência nos anos 90, mas outras estavam indo bem. Goste você ou não dessas bandas, é preciso admitir uma coisa: eram bandas virís. Música de macho, letras que falavam de mulher, bebida, cotidiano e juventude. Foram as músicas que me criaram. A música consegue transformar pessoas, não há dúvida!

Lembro que nessa época, havia rixas entre “roqueiros” e “não-roqueiros”. O estilo de se vestir, andar e se
comunicar era bem diferente. Éramos diferentes. Podres, mal-educados, mal-encarados. Éramos feios!

Hoje, vejo os jovens (e vou te falar, eu só tenho 25! Tem muita gente da minha idade ai) cada vez menos virís. As músicas falam de amores que não deram certo, de amores que deram certo, de amores que darão certo e de amores que… bom, só falam de amor! Ok, o mundo precisa disso, mas, cadê a agressividade? Cadê a rebeldia?

Hoje os adolescentes se vestem como meninas. Cabelos alisados, rostos abatidos, caras de triste. Porra, se pregam tanto o amor, porque vivem tristes?

E as meninas? Será que não se fazem mais mulheres como as de antigamente? Mulheres que gostam de homens? Mulheres que são sensíveis, mas sabem rir. Mulheres que gostam de homens, não de um bando de menino mimado! Essa juventude criada a leite com pêra vai crescer. E ai, o que será da próxima geração? Uma geração de frouxos? Uma geração de “Meninos super inteligentes e sensíveis?” Bah, nós somos feios, toscos e mal-encarados, mas ainda assim, sabemos como tratar as mulheres! Será que estamos errados?

No final, a conclusão que chego é que a música caminha para um sentido mais sensível e menos agressivo. Teremos “roques” com letras de pagode. E o pior é pensar que essa influência vem de fora! O mundo está assim.

Salve-se quem puder!

Texto originalmente publicado no Planetwide-Suicide

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Vai uma bebida ai?

ambev-orkut1

O Orkut sempre foi marcado por milhares e milhares de games em comunidades. Após a equipe do Google liberar o uso de aplicativos para a Rede Social, as coisas começaram a ficar mais interessantes.

Entre uma boa idéia e outra podemos destacar algumas iniciativas que sem dúvida, estão dando, e darão certo. Uma delas é o game criado pelo grupo Ambev, uma das maiores companhias de bebidas do mundo.

O lance do game é a interatividade gerada, nele você tem que carregar um caminhão com bebidas e criar o seu estoque, e você poderá depois distribuir essas bebidas do seu estoque entre seus amigos.

Não precisa dizer que você deve enviar isso para aquele amigão que ficou mamado na última festa né?

Além disso, esse game estará divulgando a vaga para Trainee na Ambev, uma oportunidade que ninguém pode deixar passar.

#ficadica Link para aplicativo (orkut)

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Command6 – Banda nacional quebrando tudo!

Este é um post do Coisas de Homem em parceria com o blergh!

Antes de você não ler este post, um aviso:

  • Irei aqui falar de uma banda nova, nacional e que está surpreendendo
  • No final do post farei uma promoção

Se ainda assim você quiser passar direto deste post, sinta-se a vontade.

Command6

Command6

Command6 (http://www.myspace.com/command6) é uma banda paulista de Metal. É, Metal. Eu pensei aqui, cá com meus botões: “Mas só Metal? Pô, os caras devem ser algo mais além do Metal?”. Realmente, eles são mais que uma banda de Metal apenas, mas eles se deram o direito de inovar, misturar e surpreender tanto, que não dá pra definir o álbum como um todo. Não dá pra rotular. Vão desde o industrial, passando pelo hardcore, pitadas thrash metal, metalcore e, ah, melhor escutar. São inovadores.

Ouvindo o som dos caras, dá pra sentir que as influências de cada um são bem diversificadas. Dá pra notar um pouco de tudo no som. E não tem como não notar a qualidade musical. Uma linha de vocal que vai do agradável ao agressivo sem enjoar. E a instrumental sempre alinhada, com bons solos de guitarra entre os riffs(sim, eles têm solos!!) bem acompanhada pelo baixo e a bateria que mudam bastante de faixa para faixa.

A música dos caras chamou a atenção de Vitão Bonesso, que aqui em São Paulo apresenta o Backstage, na Kiss FM e é, sem dúvida, um dos mais respeitados da área. Já apareceram algumas vezes no programa, que vai ao ar aos domingos às 22h.

Command6 - Evolution?

Command6 - Evolution?

O álbum de estréia tem a arte impecável de Marcelo Campos, do Ace 4 Trays (banda recomendada também), que faz do encarte do CD uma atração a mais.

E, claro, a promoção

Para ajudar a banda e mostrar pra vocês que eu não estou falando besteira, a promoção é a seguinte: vou disponibilizar um som dos caras. Entre os que ouvirem e deixar um comentário, será sorteado um CD da banda. É só deixar o comentário com um e-mail válido (não será divulgado) e eu entro em contato após o sorteio, que vai rolar dia 20 de agosto. Então não perca tempo, ouça o som da banda e deixe seu comentário a respeito. Só valem os comentários deste post (até mesmo as críticas sobre a banda valem).


Command6 – Before The Storm

Caso você não consiga ouvir o som no Grooveshark, temos o som no myspace da banda e na Roadrunner.

Ou, na versão ao vivo no RotaBDG

Se mesmo assim você não conseguir ouvir, me mande um e-mail (kuvasney at gmail) que eu envio o som pra você. O importante é que você ouça e participe da promoção. E, se gostar, aproveita e aparece em um dos shows deles!

Alguns links sobre a banda

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Música para Macho #8

Velhas Virgens - Cubanajarra

Velhas Virgens - Cubanajarra

Você ai, meu amigo leitor, já ouviu falar das Velhas Virgens? Não estou falando daquela sua tia avó crente. Estou falando da banda. Provavelmente sim, mas vou ser mais específico.

A Banda das Velhas Virgens, como foi chamada a princípio, é uma banda de Rock and Roll nacional, formada no início dos anos 90. Você já deve ter ouvido alguma coisa deles por ai. A famosa “Abre Essas Pernas” é tocada em tudo que é lugar. Aquela música onde o cara faz um leilão pela mulher e bla bla bla. Bom essa ai tá no segundo álbum deles, de 97, chamado “Vocês Não Sabem Como é Bom Aqui Dentro!”. Provavelmente você só ouviu isso, não é? Talvez tenha ouvido mais uma ou outra, como a “Beijos de Corpo” que tocou nas rádios no final dos anos 90 (a do refrão: “Nós tamos indo pra zona, nós tamos no maior porre”). Se você ouviu mais que isso, parabéns. Se não, não tem problema, é normal. O cenário nacional nunca deu muita bola pras Velhas. Ainda bem! Por isso eles continuam ótimos.

A banda tem 7 álbuns de estúdio e 2 ao vivo. Estão há quase 22 anos na estrada fazendo um Rock and Roll sem firulas, sem frescuras e muito bem feito. Tirando as baladas de amor (que por sorte são minoria), são uma banda excelente. E são, sem dúvidas, uma banda para machos! Com letras que falam de bebedeiras, mulheres gostosas, churrasco e bebedeiras (sim, tem mais bebedeira do que o resto), conseguem resumir bem a vida de um macho bem resolvido.

E, pra melhorar ainda mais, a banda conta com uma integrante feminina. Sempre gostosa! A primeira foi a dançarina Claudia Lino (aquela que canta na “Abre Essas Pernas”). Depois veio a japinha Lili (ah, a Lili…). Hoje temos a Juju, deliciosa também.

Aliás, geralmente as mulheres não gostam deles por considerarem a banda muito machista. Mas isso elas falam da boca pra fora, pois elas sabem que, na verdade, elas se enquadram em todas as letras. Por exemplo, a letra de “Muito Bem Comida” fala sobre uma garota toda fresca, do tipo boneca. Aí o refrão diz:

Aí caiu nas mãos desse cervejeiro / Olhar matreiro e barriguinha pró / E eu te fiz gozar e ver a vida / Te fiz gemer até não ter mais dó

Sobre bebedeiras, eles tem um hino: Já Dizia o Raul:

Já dizia o Raul: vai e faz o que queres / Pra beber prefiro cerveja / Mas pra comer… eu prefiro as mulheres!

Velhas Virgens com a Lili

Velhas Virgens com a Lili

A banda começou muito bem com os álbuns “Foi Bom Pra Você?” e “Vocês Não Sabem Como é Bom Aqui Dentro!”. Dois clássicos absolutos do Rock and Roll nacional, de qualidade musical invejável. Tiveram alguns maus momentos, alguns álbuns não tão inspirados, mas o que é certo é que todos os seus álbuns contém clássicos. Podemos destacar as épicas “Morena Lucifer”, “Já Dizia o Raul”, “Madrugada e Meia”, “Uns Drinks”, “Blues do Velcro”, “Marcia e Amanda” e muitas, muitas outras.

O mais legal das VV é que, depois de 20 anos de estrada, em 2006, eles lançaram o Cubanajarra. Tendo em vista que as bandas vão se limitando com o tempo e lançando álbuns cada vez menos divertidos e criativos, as VV foram no rumo contrário. Cubanajarra é um álbum que se iguala aos primeiros da banda, de qualidade impecável e músicas feitas para serem clássicos, mostrando um verdadeiro respeito com os fãs.

Respeito esse que é marca da banda. Os shows são intensos, longos, com repertórios sempre bem recheados, muita interação com o público e preços bem acessíveis! Se você nunca foi e um dia tiver a chance de ir, não desperdice. É lá que você pode comprovar o porquê eles são realmente uma banda que merece entrar no seletíssimo “Música para Macho”. O site dos caras está sempre atualizado, com fotos, histórias. Você pode comprar CDs e camisetas da banda por preços bem acessíveis (nos shows é mais barato ainda). É uma das poucas bandas que eu realmente aprecio. Já fizeram muita merda durante a carreira, mas posso dizer que são uma banda exemplar.

Resumindo: ouça as músicas dos caras. Baixe os cds deles, eles não vão se importar. Se gostar, vá num show e compre (sério, custa barato). No show vende até calcinhas da banda! mas não perca a chance de ver os caras ao vivo e encher a lata junto com eles (só não sei se você vai aguentar o ritmo deles. Os cara não caem).

E deixo com vocês o hit “Se Deus Não Quisesse”!

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Tudo que as mulheres precisam saber sobre sexo

Há muito tempo vi esse vídeo no blog do meu amigo Reru, o Eita Preula. O fato é que esse vídeo contém o mais alto nível de experiência na arte da fornicação aguda e não poderia deixar nunca de compartilhar ele com vocês.

Acho que depois desse vídeo não restou mais nada inteligente para falar.

:P

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Le Parkour perfeito!

Já falei um pouco sobre Le Parkour aqui no Coisas de Homem, mas o que ninguém sabia é que sou um mestre na arte do Parkour:

Link para o vídeo

Obviamente que esse cara do vídeo acima não sou eu, é provável que esse elemento com DNA de pulga não chegue nem aos pés de minhas magnificas habilidades no Le Parkour, é por isso que tive que fazer um vídeo e mostrar que o Lemprozeviskis Movements supera qualquer coisa nesse universo:

Link para o vídeo

Se quiser te aulas de Le Parkour comigo, aproveita que está em promoção, apenas R$12.399,90 por aula. E se você está tentando entender o que é o vídeo acima, nem tente, seu cérebro agradece.

Ah, o primeiro vídeo é do Andrei, tem até um game dele no site da Coca-Coca Zero, você tem que segui-lo com o holofote. Duvido que alguém conseguisse seguir meus super movimentos também.

Le Parkour FAIL

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Música para Macho #7

Depois de falar do Motörhead no último “Música para Macho”, a responsabilidade de quem viesse a seguir ia ser grande. Você não pode mais chegar e falar qualquer baboseira depois de falar dos mestres. Você não pode afinar! Então, resolvi falar de uma banda, no mínimo, polêmica: o Pantera!

A polêmica em torno do Pantera é grande. É uma daquelas bandas “ame ou odeie”. Quem gosta, entende e digere o som, considera como algo que jamais será feito novamente. Quem não gosta, simplesmente acha que é uma bandinha de músicas repetitivas e sem nenhuma afinidade com gênero algum. Como responsável por escrever este post, devo avisá-los que quem escreve aqui é um dos fanáticos, então você poderá me odiar ao terminar de ler.

Pantera em 1997

Pantera em 1997

A maioria das polêmicas sobre a banda começa com seu muito mais polêmico front-man: Phil Anselmo. De língua afiada, gênio difícil de lidar e atitudes polêmicas (é o rei da overdose), Phil faz com que muitos odeiem a banda. Já foi até acusado de gay, por sua amizade de longa data com Sebastian Bach. Para mim, se esses dois caras são gays, algo está muito errado no mundo. Pela quantidade de mulheres que esses caras pegam, não os vejo fornicando um ao outro!

Por outro lado, a competência e carisma dos outros integrantes da banda (Rex, Vinnie, Dime), faz com que muitos se tornem seguidores insanos de tudo que eles fazem. Os shows do Pantera foram, sem dúvida, memoráveis. O público de um show do Pantera é insano. Se você teve a oportunidade de ir a tal espetáculo, sabe do que estou falando (eu não tive).

A banda lançou seu primeiro álbum em 1983, dois anos após seu início. Se você conhece o som da banda, mas não é fã, ao ouvir um dos primeiros 3 álbuns vai se assustar. O estilo da banda nos anos 80 era um hard rock bem puxado para o glam rock. Algo muito parecido com o Poison, Mötlëy Crüe e outras tantas bandas dessa época. Bandas odiadas por quem curte o som do Pantera. Bandas consideradas “música para menininhas” pela maioria do headbangers1. Nessa época, a banda era formada pelos irmãos Abbott (Vinnie Paul – bateria e Dimebag Darrel – guittarra), Rex Brown (baixo) e Terry Glaze (vocal). Depois da saída de Terry e a entrada de Phil Anselmo, tudo mudou. O som mudou, a atitude mudou. O Glam Rock morreu para a banda, que deu lugar a um som imundo, sem pai nem mãe. Um som cru, pesado e sem muito compromisso com nada além da agressividade. Apesar de o primeiro álbum de Phil com a banda ainda ter um pé no glam, tudo mudou no primeiro álbum dele de verdade: Cowboys from Hell, de 1990.

O nome do álbum dava bem a cara do que eles eram: Cowboys. Uma banda vinda do Texas, não pode ser muito diferente disso. Talvez, em seu princípio, com o glam rock tomando multidões, a banda tenha visto ai sua identidade. Mas, depois de cairem na real, perceberam que eram só mais uma banda de hard rock, resolveram partir pra agressividade e acertaram em cheio. Cowboys from hell é, para mim, o pé na porta dos anos 90. É o “cartão de hostilidade” do som dos anos 90. O rock ficou mais agressivo nos anos 90. O Pantera foi um dos responsáveis por isso. E deixaram isso bem claro, ao lançar em 1992 um álbum ainda mais pesado, imundo e violento: Vulgar Dispay of Power.

Daí pra frente, foi porrada atrás de porrada. Os outros dois álbuns de estúdio que seguiram (The Great Southern Trendkill e Reinventing The Steel,) foram ficando cada vez mais pesados. O som foi ficando cada vez mais sujo. Eles podiam tocar bossa-nova que seria agressivo. A instrumental de Dime, Rex e Vinnie era algo “pedreiro”. Algo impossível de ser tocado de forma “leve”. Aliás, Dimebag Darrel é um caso a parte no metal. O cara, além de ser um dos sujeitos mais carismáticos que já se viu, era de uma criatividade incrível. Seus riffs são sempre marcantes, daqueles que fazem você balançar a cabeça e bater o pé sem nem mesmo se dar conta. Era capaz de tocar algo simples de uma forma que ninguém consegue. E fazia um som pesado como poucos. Em uma conversa com Luis, concluímos que se a banda não tivesse acabado em 2001, o álbum seguinte seria gravado em um tijolo, de tão pesado que ficaria.

Se você nunca ouviu nada de Pantera, recomendo que tente começar pelo Cowboys From Hell. Como disse, é o cartão de hostilidade da banda. Depois, se sentir que sua mãe vai deixar, você pode tentar ouvir o Vulgar Display of Power. Se ainda assim você não correr pro banheiro todo cagado ou colocar um disco do Fresno pra se tranquilizar, ai você pode ouvir o The Great Southern Trendkill, o mais pesado, violento e, na minha opinião, melhor álbum da banda.

Em uma das músicas, Good Friends and a Bottle of Pills, a letra diz:

“Eu fodi sua namorada ontem à noite / Enquanto você roncava e babava / Eu fudi seu amor / Ela me chamou de Meu macho / Eu a chamei de boneca”

Uma grande pena tudo ter acabado da forma como acabou: trágico. Em 2004, quando cogitava-se uma reunião da banda, um idiota, desgraçado, fanático, gay enrustido subiu ao palco e simplesmente matou o mestre Dimebag Darrel. Na frente de todos. No meio do show. Ele foi morto logo depois por um policial que arriscou a vida para salvar Dime. Pra mim, esse imbecil deveria ter ficado vivo, exposto em alguma praça no meio de Dallas, e fosse espancado todos os dias as 17h. Seria mantido vivo, para sofrer por toda a eternidade.

O Pantera nunca mais vai voltar. Não como foi um dia, mas você deveria dar uma chance e, se não gosta do som da banda, tentar entender. Se não conhece, deveria conhecer.

Pantera – Cowboys From Hell

Primal Concrete Sledge – Ao Vivo

Mouth For War (vídeo clipe oficial)

1Nota: Eu estou aqui para dar a cara a tapa e afirmar que não havia nada de “música para menininhas” no glam rock. Era a música de macho dos anos 80! Era o que as mulheres gostavam. E, ainda assim, era Rock! Hoje em dia, para pegar a mulherada, sujeito dança axé com shortinho apertado na praia. Naquela época, o sujeito tinha um carro conversível e andava ouvindo hard rock, fazendo biquinho, com laquê nos cabelos. E pegava muito mais mulher do que esse que veste shortinho e rebola a bundinha! Eu garanto!

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Música para Macho #6

Como muitos devem saber, esse mês o Motörhead está em turnê pelo Brasil. Eu não estou escrevendo este post numa tentativa de apelo comercial pela vinda deles pra cá. Na verdade, eu sempre quis escrever um post sobre Motörhead no Música para Macho, o problema é que nunca tive culhões para tal. Esta banda deveria ser a número zero em qualquer discussões deste tipo, porém, falar sobre eles requer muita audácia. Você pode ser muito macho, você pode ter provado por A+B que você é. Você pode ser um excelente músico também e ter composto muitas músicas boas. Você pode ser tudo isso 3 vezes, mas você nunca será Lemmy Kilmister. Você nunca será deus.

A Banda Motörhead atual: uma gostosa, Mikkey Dee, Lemmy Kilmister e Phil Campbell

A Banda Motörhead atual: uma gostosa, Mikkey Dee, Lemmy Kilmister e Phil Campbell

É difícil falar sobre uma banda como esta. É difícil resumir a trajetória destes caras. Apesar de Lemmy estar na estrada há mais 40 anos (começou como roaddie da banda de Jimi Hendrix, eu sinto que nada que eu escrever vai resumir a carreira da banda de uma forma justa.

O Motörhead começou em 1975 como um trio (a formação trio foi a mais comum que a banda teve) e já mudou várias vezes de integrantes, sempre mantendo o deus Lemmy como baixista, letrista, compositor e vocalista. Participou da New Wave of British Heavy Metal e, como todas as bandas que saíram daí, influenciaram meio mundo. Muitos consideram o som da banda um Heavy Metal, outros Thrash Metal, mas, para mim, o que mais define o estilo é um Speed Metal perfeito. Aliás, melhor, é o verdadeiro Rock and Roll, assim como o Kiss dos anos 70 e 80.

Por serem um trio, as músicas, que no geral têm uma pegada mais rápida, exigem muito deles. Por isso, acho que, mesmo com alguns riffs simples, musicalmente falando, a banda dá um baile em tecnica e composições. Os atuais Mikkey Dee e Phil Campbell são perfeitos. A bateria de Dee é muito quebrada, rápida e marcante. A guitarra de Campbell dificilmente fica naquele riff de uma nota, sempre inovando e mostrando um som que condiz com uma banda do tamanho da história (e da responsabilidade) do Motörhead. O vocal de Lemmy é quase uma ofensa. Ele é tão rouco que parece que nasceu com 70 anos e com as cordas (ou pregas) vocais rasgadas. O som de seu baixo vai do simples acompanhamento da música até o solo principal. Vai do nada ao destaque completo.

Lemmy Kilmister

Lemmy Kilmister

Já passaram por várias formações (ao todo foram 10 musicos diferentes que já passaram pela banda) e, apesar da atual (Lemmy, Mikkey Dee e Phil Campbell) estar ai há mais de 15 anos, os fãs consideram a formação mais clássica a que contava com Phil “Philthy Animal” Taylor na bateria e Fast Edie na guitarra. E por motivos óbvios. Foi essa a formação que lançou, em 1980, o álbum de maior sucesso da banda, o famoso Ace of Spades. Você deve se lembrar da música, ela está no primeiro Guitar Hero, de 2005 e no Tony Hawk’s 3. Se você só conhece aquele som do Motörhead, saiba que você começou bem, mas ainda falta muito pra você conhecer a banda.

Como uma forma de convencer você que nunca se deu ao trabalho de conhecer mais a fundo o material da banda a fazê-lo, sugiro que comece pelo próprio Ace of Spades (o álbum). Depois, você pode tentar o Iron Fist — ouça a faixa (Don’t Need) Religion até não aguentar mais — e, na sequência, Orgasmatron (ah, o Sepultura regravou a música título, já ouviu?). Quando estiver se sentindo preparado, ouça o ao vivo No Sleep at All e, depois, Sacrifice. Ai, se você ainda estiver com as calças limpinhas e não tiver chamado sua mãe, você pode dizer que está preparado de verdade pra ouvir Motörhead a qualquer hora do dia ou da noite.

O som é o acompanhamento perfeito para uma cervejada no boteco, com uma porção de azeitonas ou tremoço. Se não for música para macho, nenhuma outra é! São os pais das músicas para macho! Eu recomendo, mas não sou o único. Se entre as suas intenções está ouvir música de verdade, Motörhead é um ótimo começo.

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Epitafios – Segunda Temporada

Epitafios é uma serie para aficionados por histórias policiais, assassinatos, e muita ação. Muitos já ouviram falar dessa série que fez bastante sucesso aqui no Brasil. Uma coisa que você pode não saber: é uma série feita por argentinos encomendada diretamente pela HBO.

Como eu conheço bem todos vocês, arregalaram o olho e começaram a pensar: “Pooouutzz, argentinos?”. Mas o fato é que a produção do seriado foi excelente, a história (com nexo), coisa rara por essas regiões é de prender o “querido telespectador” (tm Silvio).

epitafios

A série chega à sua segunda temporada que terá início em 19 de abril, com uma história que no mínimo pode render boas horas de entretenimento, segue a sinopse geral da segunda temporada:

Uma série de assassinatos, que desafia a lógica, reúne os detetives Renzo Márquez e Marina Segal. Eles estão de volta para deter um assassino que reproduz crimes do passado, como se fossem obras de arte.

Desta vez, a morte está bem perto e eles vão seguir o seu rastro. Ao mesmo tempo, vão viver suas histórias e seus próprios segredos. Relações misteriosas serão reveladas e reviravoltas irão surpreender a todos.

XL é um misterioso paciente com problemas mentais. Ele não consegue se comunicar com o mundo, mas é capaz de prever os acontecimentos e anunciar o nome das próximas vítimas. Com a ajuda de XL, começa uma corrida contra o destino e contra o que está escrito.

Informações importantes, vindas de duas pessoas providas de dons especiais, ajudarão os detetives a revelar fatos misteriosos que estão para acontecer. Ao mesmo tempo, eles vão enfrentar os seus próprios fantasmas e lutar contra um futuro já traçado.

Os detetives enfrentarão uma corrida contra o tempo, diante de um inimigo que, apesar de desconhecido, está mais perto do que se imagina. No final, tudo termina como começou

Assisti aos primeiros episódios da série (depois fiquei sem TV), o elenco é realmente muito bom, a história tem um andamento legal, a única coisa que me incomoda é o nome do seriado, mas talvez isso seja culpa dos titãs.

Além disso, há tempos que não vejo uma série com Serial Killer suficientemente boa para poder assistir, é a minha chance.

;)

Se você interessar pela série, no Orkut tem uma comunidade de fãs dessa série, lá você encontra um povo bastante ativo conversando sobre a série, além de conseguir mais informações.

No site oficial do Epitáfios você também encontra vídeos e mais informações sobre o seriado.

Canal do youtube -  http://www.youtube.com/epitafioshbo

Esperemos para ver.

:D

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