Barebacking… Que moda é essa!???

Cavalgada sem sela” é, mais ou menos, a tradução para a expressão barebacking. Mas, poderíamos dizer simplesmente “sexo sem camisinha“. Pois é… mesmo com a imensa quantidade de campanhas, propagandas e tentativas de conscientização, cada vez mais é grande a adesão a este tipo de prática, por diversos motivos. Eu sinceramente acho que é um assunto meio batido, mas parece que o negócio anda voltando à moda.

Duvida? Experimente colocar esses termos em busca no GoogleGod ou no Orkut e veja a quantidade de coisas “interessantes” que você vai encontrar. Desde páginas mais óbvias de vídeos até comunidades que se propõem a servir de ponto de encontro para praticantes.

Uma matéria antiga da Veja já levantava esta lebre, muitas pessoas estão jogando com as próprias vidas na tentativa de conseguir um maior prazer nas relações. Uma das razões seria a prática de sexo em situações de risco – mais ou menos como fazer sexo ao ar livre, em banheiros, no avião, etc! – só que com uma pequena diferença: se você for pego fazendo sexo em local não apropriado pode ser preso… já no caso do barebacking, o preço pode ser sua vida.

Alguns especialistas fazem links destas práticas a outras com tendências auto-destrutivas, como a utilização de drogas pesadas, suicidas e/ou necrófilos.

E para aqueles que se apressam a colocar rapidamente a culpa nos gays… pode esperar um pouquinho aí. A prática das festas também é muito popular entre os héteros. Chegando inclusive ao cúmulo de se promoverem algumas em que soropositivos são convidados a participar (mais ou menos 10% dos participantes). Ou seja, as pessoas sabem que tem a chance de fazerem sexo com alguém que está contaminado. Só não sabe quem é. Isto não lembra uma roleta russa?

Outra razão seria a necessidade de igualar-se com o parceiro/a.  (???) Mais ou menos aquele lance de sentir-se em igualdade de condições. Como assim, cara pálida? Se uma das pessoas da relação teve o azar de estar contaminado eu vou me contaminar também só para estarmos “iguais”?

Sim… não vamos ser hipócritas. AIDS mata, ou no mínimo, limita. É possível manter-se vivo e conviver satisfatoriamente com a doença, mas sempre irão existir limitações. A soropositividade é uma situação incômoda que requer muitos cuidados. Ou seja, custo e tempo que você poderia estar investindo em outras coisas. Sem contar que as relações não necessariamente são eternas. Vai que depois de um tempo do contágio vocês resolvem se separar? Ajudou no quê você ser soropositivo também?

Por outro lado, não vamos dizer que fazer sexo com camisinha é igual do que com a mesma! Não é!!! (Não me perguntem como eu sei!) Obviamente que aquele negócinho de latéx é um troço meio chato…  (Eu sou o único que tem problemas em manter a ereção no momento de colocar a camisinha?) … mas, pense com a cabeça de cima, amigo:

O prazer da relação é na hora, mas as consequências são pra sempre! (Frase clichê, eu sei… mas às vezes o negócio é tão óbvio que só por isso já merecer ser escrito!)

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